sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Tabela de manutenções preventivas do Honda New Civic 2006~ por quilometragem (até 130 mil km!)

Veja postagem no Civic Club:

http://www.civicclub.com.br/forum/viewtopic.php?f=7&t=17676

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Minha "teoria" sobre intolerância à lactose

Profissionais de especialidades diferentes têm visões diferentes sobre a intolerância à lactose. E pessoas que enfrentam esse problema não querem conviver com ele. Querem, isso sim, revertê-lo.

Quando os sintomas começaram a me incomodar, procurei um médico gastro. Do ponto de vista dele, minha intolerância se resumia a meu corpo não produzir mais a enzima lactase. Simples assim. Para ele, eu tinha que me abster totalmente de alimentos com lactose, por pelo menos 3 meses, para que meu corpo se curasse de uma inflamação causada pelo aumento de bactérias que se alimentava da lactose não digerida. Em nenhum momento ele levantou a possibilidade de analisar as causas disso tudo e do porque de eu ter desenvolvido os sintomas em menos de um ano. Isso me incomodou, já que a maioria das pessoas que conheço não tem intolerância a lactose ou, se tem, não apresenta os sintomas. Intolerância à lactose, na minha opinião, não é algo normal como dizem os médicos.

Os nutricionistas, por sua vez, tampouco estão preocupados em entender as causas. Já foram logo se encarregando de me passar uma dieta substituindo os alimentos com lactose por outros. Simples assim. Analisar as causas nem pensar.

Outros especialistas analisaram aspectos diferentes, mas nunca demonstraram a menor preocupação com a causa. O discurso era sempre o mesmo: o ser humano não foi feito para consumir leite animal. Me recuso a acreditar nisso, pois o leite animal sempre fez parte da alimentação da humanidade.

Eu trabalho com tecnologia. Fui programador por muitos anos. Por isso, sempre procurei tentar ver a lógica por trás das coisas. Para mim, que se alimentou com produtos à base de leite a vida toda, não fazia sentido ter uma intolerância à lactose que se desenvolveu em menos de um ano para um ponto em que era impossível comer algo com lactose sem ter uma diarreia. Eu procurava sempre a lógica por trás disso. E acho que encontrei.

Curiosamente, desenvolvi a intolerância justamente após me casar. Nessa época, por conta das mudanças na rotina e também por começar a viver com outra pessoa, mudei diversos hábitos, especialmente os alimentares. Daí comecei a imaginar que minha intolerância tinha a ver com essas mudanças. Comecei a observar um padrão similar em outros amigos recém casados e, claro, comecei a fazer perguntas sobre os hábitos alimentares deles. 

Depois de analisar tudo, levanto as seguintes hipóteses de causas da intolerância à lactose (podendo ser uma ou a combinação de várias):
  • Trocar a água mineral (garrafões) por água filtrada (especialmente se o filtro for pequeno, geralmente de torneira). Sou leigo, mas imagino que o cloro da água que vem da torneira esteja prejudicando a flora intestinal. Inclusive, quando viajo, praticamente só bebo água mineral, e curiosamente os sintomas da intolerância são suspensos (ocorre o mesmo com outros amigos).
  • Comer queijo do tipo brie regularmente. O queijo do tipo brie, especialmente daqueles que vendem aqui no Brasil, é "pulverizado" com uma camada de fungos (aquela parte branca). Minha suspeita é que esses fungos são antibióticos e destroem a flora intestinal, colonizando ela com fungos, daí as bactérias nunca voltam. Curiosamente, os fungos utilizados no queijo do tipo brie são os mesmos utilizados na fabricação de penicilina.
  • Beber vinho regularmente. Esse foi mais um padrão observado em todos os casos. Tanto eu como meus outros amigos com o mesmo problema aumentaram muito o consumo de vinho logo antes de apresentar os sintomas. Sabe-se que a grande maioria dos vinhos contém conservantes. Minha suspeita é que esses conservantes também são responsáveis por destruir a flora intestinal.

Conclusão

Longe de querer encontrar a cura para a intolerância à lactose, minha intenção aqui é apenas levantar hipóteses de causas. Acredito que uma boa digestão depende muito da nossa flora intestinal. Sem ela, realmente não vamos conseguir digerir tudo. Além disso, é a flora intestinal que mantém a população de fungos e outras coisas sob controle. Sem ela, os fungos se proliferam, liberando toxinas e causando a inflamação das paredes do intestino que, por sua vez, para de produzir as enzimas na quantidade necessária para uma boa digestão.

Com essas hipóteses em mente, minha meta agora é cuidar bastante da minha flora intestinal. Minha dieta agora vai incluir mais alimentos pró-bióticos e menos vinho e menos outros alimentos antibióticos.

E você? Tem alguma teoria?

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Compro Suzuki Jimny ano 2014 ou 2015 (pago a vista)

Procuro para comprar um Suzuki Jimny usado ano 2014 ou 2015. O carro precisa estar em Brasília, ter no máximo 40.000km, e ser preferencialmente branco, azul ou verde limão. Dependendo das condições do veículo e modelo, pago à vista 50 mil se 2015, e 48 mil se 2014. O preço está um pouco abaixo da Tabela Fipe, mas estamos em plena crise financeira, um novo modelo será lançado em breve (o que desvaloriza o atual) e o risco é grande de a Suzuki abandonar o Brasil. Interessados em vender podem postar email em comentário abaixo.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Emagrecer só depende de você


Se você engordou por causa de algum problema de saúde, seja hormonal seja o que for, procure um médico. Mas talvez seja o problema seja seu estilo de vida. Como assim? Continue lendo.

É chocante a quantidade de pessoas que gasta dinheiro à toa para emagrecer. 

Por exemplo, muitos vão ao nutricionista só para ouvir aquilo que elas já estão cansadas de saber: Corta o açúcar, diminua os carboidratos etc. Não sou contra os nutricionistas. Muito pelo contrário. O problema é que a grande maioria das pessoas já sabe o básico, mas nem isso consegue fazer. Se você não consegue cortar o açúcar da sua alimentação, acha mesmo que vai conseguir seguir uma dieta? Para que, então, gastar dinheiro com nutricionista, se nem o básico você tentou?

Outra coisa tem a ver com exercícios físicos. O que adianta pagar uma academia, se você não tem coragem nem de usar as escadas para chegar ao seu apartamento? Ou, quem sabe, estacionar o seu carro um pouquinho mais longe para fazer uma caminhadinha até o trabalho? Se nem isso você consegue fazer, acha mesmo que vai ter disciplina para frequentar uma academia? Aliás, tem coisa mais contraditória do que pegar o elevador, ou o carro, para ir até a academia? Ou você é daqueles que quer emagrecer mas não tem coragem sequer de ir até a padaria andando?

Emagrecer, para alguns, pode ser uma questão de estilo de vida. Comece pelo básico que está ao seu alcance. Não custa nada, e só depende de você.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Pare de se lamentar, veja onde a crise vai parar e se prepare para isso

Há cerca de 8 meses atrás publiquei um artigo "avisando" que uma grande crise econômica estava chegando. Apesar de na época muita gente achar que o texto era excessivamente pessimista, diversos outros blogs já vinham escrevendo sobre isso há muito mais tempo do que eu. Então o assunto não era novidade para ninguém. "Avisando" foi só uma figura de linguagem. Mas a ideia do artigo foi somar mais um aviso e ajudar as pessoas a se prepararem para a crise, ou pelo menos tomarem consciência dela.

Oito meses se passaram, e agora ninguém tem mais dúvidas quanto à crise. O Tesouro Nacional está falido. O fundo da Previdência Social está quebrado. A inflação só aumenta. E a economia vai de mal a pior. Mas isso é só o começo. Precisamos parar para pensar sobre onde essa crise vai parar. No outro artigo, meu foco foi preparar as pessoas para perderem seu emprego. Mas e o resto? O que vai acontecer com o nosso estilo de vida? É sobre isso que vou escrever agora.

Não é preciso muita imaginação, nem conhecimento econômico, para prever o que vai acontecer nos próximos meses. Basta ter um pouco de memória e lembrar como era a vida nas décadas de 80 e 90. Aliás, a ideia é justamente voltar no tempo, no pleno sentido dessa expressão. Em uma crise como a que nós estamos vivendo, a palavra chave é retrocesso. E retrocesso econômico gera todo tipo de retrocesso, inclusive tecnológico. Prepare-se para uma volta no tempo. Prepare-se para perder acesso a coisas que hoje parecem normais. Vamos falar sobre algumas delas.

Viagens de avião

Antigamente, viajar de avião era coisa de gente rica, classe alta. Classe média viajava mesmo era de ônibus. Lembro que meu pai só viajava de avião quando se tratava de uma viagem a trabalho paga pela empresa. Fora isso, qualquer viagem era feita de ônibus ou de carro. É justamente isso que vai acontecer. Viajar para São Paulo pagando até 300 reais? Nem pensar. Os principais insumos da aviação civil são precificados em dólar. Então se prepare para passagens aéreas a partir de 1000 reais o trecho. Promoções serão raras! Aliás, estão fazendo muitas promoções agora simplesmente para preencher voos já comprometidos. Mas diversos trechos já estão sendo cancelados por falta de demanda. O efeito é multiplicador, ou seja, uma "bola de neve". Funciona mais ou menos assim. O preço aumenta um pouco e a demanda cai um pouco. Como a demanda cai, diminui o ganho de escala da empresa de aviação. Diminuindo o ganho de escala, a empresa precisa aumentar um pouco mais o preço. E aí o ciclo se repete até a crise se agravar de vez e apenas os ricos conseguirem comprar uma passagem: Justamente como era nas décadas de 80 e 90! Classe média viajando para o exterior? Só em sonho mesmo.

Oferta e variedade de produtos

Hoje quando você vai ao supermercado comprar açúcar, pode se dar ao "luxo" de escolher uma dentre várias marcas e opções. Mas não era assim há 20 anos atrás. Haviam 2 ou 3 opções no máximo. Isso vai ocorrer em vários segmentos. 

Um deles será o de automóveis. Não estou dizendo que só vai sobrar Volks, Fiat, Ford e GM. As outras vão continuar existindo mas, como era há 20 anos, só vão estar acessíveis a quem realmente for rico. Classe média vai ter que se contentar novamente com carros do nível do Gol e Palio.

Algo que vai encarecer bastante também são os produtos de informática em geral, incluindo aí smartphones, computadores, notebooks, televisores e câmeras fotográficas. Há 20 anos atrás não era fácil ter esses equipamentos em casa. Havia até consórcios para esse tipo de produto. Muita gente tinha computador, por exemplo, mas era um bem que pesava bastante no orçamento. Isso já está acontecendo. Notebooks razoáveis por 2 mil reais ou menos? Esqueça!

Telefonia e internet

Nesse caso, não acho que vai ocorrer uma retração a ponto de voltarmos para a conexão discada, como acontecia na década de 90. Mas a telefonia e internet no Brasil vão estagnar e, comparadas com o resto do mundo, a nossa sensação vai sim ser como se estivéssemos novamente utilizando uma conexão discada. A infraestrutura de telecomunicações vai ficar sucateada com o tempo, devido ao alto custo de manutenção e demanda estagnada. Então se prepare para constantes quedas e indisponibilidades no serviço. A qualidade vai piorar.

Saúde

A saúde hoje está longe do ideal. Mas há 20 anos atrás quem não tinha plano de saúde simplesmente morria. O tempo foi passando e os planos de saúde se tornaram cada vez mais populares. Ao mesmo tempo, a saúde pública também melhorou um pouco. Com a falência do Governo, a tendência é o sucateamento dos hospitais. UTIs e centros cirúrgicos vão fechar e virar novamente coisa de gente rica.


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O que uma impressora portátil tem que ter?

Trak Concept

Eu não consigo entender esses fabricantes. Ou eles acham que os consumidores são idiotas, ou os idiotas somos nós consumidores que compramos porcaria. Vamos analisar, por exemplo, as funcionalidades que uma impressora portátil deveria ter.

Primeiro, para ser considerada portátil, ela deve ser leve e o menor possível. Mas não é só isso. Para ser realmente portátil, deve ser possível utilizá-la sem cabos. E isso significa que ela deve ter uma bateria, por menor que seja e wi-fi. Aliás, várias impressoras mais novas, mesmo as não portáteis, já oferecem wi-fi, então não dá para aceitar uma impressora portátil sem isso. Até os celulares mais baratos hoje em dia oferecem wi-fi.

Curiosamente, nenhuma impressora portátil atualmente oferecida no mercado apresenta essas características. A HP, por exemplo, oferece a Officejet 100 Mobile. De "mobile" ela só tem o nome. Sem falar que é um produto caríssimo. Ela custa R$1.200,00 , ao passo que que é possível encontrar multifuncionais por menos de R$300,00. Ridículo!

A Epson oferece um produto com todas essas características, mas não está disponível no Brasil e, mesmo lá fora, é difícil de encontrar. Na Amazon, por exemplo, existe apenas um produto listado.

Realmente não consigo entender esses fabricantes.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Lojas de veículos usados reclamam da crise, mas baixar os preços que é bom... jamais!

Qual é o preço justo de um veículo usado?

Acho engraçado a "choradeira" das lojas de usados [e também dos particulares que não estão conseguindo revender seus veículos usados]. Reclamam da crise, que nunca tiveram um semestre tão ruim, mas baixar os preços que é bom... jamais! Preferem não vender, não movimentar o mercado, do que parar de especular e vender o carro no preço justo. Mas a questão é: O quê exatamente é um preço justo?

Os brasileiros em geral infelizmente não sabem o que é um preço justo de um carro (isso vale para bens usados em geral). Ainda vivem uma espécie de fantasia na qual carro é investimento, enquanto que no resto do mundo carro é simplesmente um bem de consumo que você compra, usa e "joga fora", ou vende bem baratinho como qualquer outro bem de consumo. Mas não! Os brasileiros preferem encarar um carro como investimento e até se endividam horrores achando que estão investindo em algo que vão resgatar no futuro. Ledo engano. Um pensamento equivocado que remonta ao tempo em que linha telefônica era um investimento de luxo.

A única coisa certa que vai acontecer com um carro zero depois que você tirar ele da loja é desvalorizar. Ah, mas você pagou caro no carro e por isso quer vender ele, depois de usado, caro também? Problema seu. A desvalorização de um carro funciona assim. No primeiro ano desvaloriza 20% e nos anos seguintes 10%. Porque isso? Bom, esses 20% de desvalorização no primeiro ano representam justamente aquilo que na verdade não deveria ter valor algum: o luxo e a vaidade de comprar um carro zero com cheirinho de novo, e a ilusão de que a garantia de fábrica do carro vale o "investimento" a mais. Os outros 10% de desvalorização anuais são a depreciação normal do bem que acomete quase todos os bens de consumo que existem: Representam o desgaste natural das peças, a desatualização tecnológica e assim por diante. Então, ao final de 5 anos de uso, um carro vai valer apenas cerca de 52% do seu valor de novo. Então se você  comprou um carro zero a 5 anos atrás por R$100.000,00, deveria vender ele hoje pelo preço justo de R$52.488,00 -- nem um centavo a mais!

Resolvi escrever este post porque acabei de reencontrar uma amigo que está há quase 1 ano tentando vender um BMW que custa zero R$130.000,00, mas já tinha cerca de 5 anos de uso. Há quase 1 ano atrás, ele estava pedindo R$85.000,00. 'Oh, uma diferença de R$45.000,00' você talvez pense, um ótimo negócio... Só que não! Só uma pessoa mal informada compraria esse carro por esse preço. Melhor seria comprar um zero do que investir R$85.000,00 em um BMW com 5 anos. Perguntei a ele quanto que ele estava pedindo agora e ele disse que havia baixado para R$67.000,00 e ainda não tinha vendido. Fiz um cálculo de cabeça e disse a ele que o preço agora não estava tão ruim quanto antes, mas que ele só ia vender rápido quando chegasse em R$62.000,00. Este seria o preço justo. Qualquer preço acima disso não seria um bom negócio e dependeria, como já disse, de uma pessoa mal informada para comprar. É claro que ele só faltou me bater, mas essa é a realidade dos bens de consumo. Se ele prefere se iludir e achar que carro é investimento, o problema é dele.

Na semana passada comprei um carro com 4 anos de uso que zero custou R$75.000,00. Paguei R$43.000,00, um ótimo negócio, pois o preço justo dele era R$43.740,00. Aliás, era mais ou menos esse o preço na Tabela FIPE, mas foi difícil encontrar esse carro por menos de R$45.000,00. A ilusão dos proprietários e vendedores é tão grande que nem a Tabela FIPE consegue convencê-los (mas em alguns casos ela não é confiável). Não vou nem desejar boa sorte a eles, pois acho isso um absurdo. Atitudes como essas só servem para inflacionar o mercado, inclusive de carros zeros. Se mais pessoas vendessem seus usados por preços mais coerentes com a realidade dos bens de consumo, quem sabe até os novos também baixariam de preço, como ocorre em outros mercados. A culpa dos preços altos de carros aqui no Brasil é em grande parte das próprias montadoras e revendedoras, e tudo o que eles sabem fazer é colocar a culpa nos impostos e chorar pela redução do IPI que, afinal, nunca nem será plenamente repassado para os consumidores. Mas os compradores também precisam mudar de mentalidade e começar a boicotar os preços dos zeros. Os usados vão continuar desvalorizando os mesmos percentuais de sempre, mas a perda em termos absolutos vai ser menor.

Inflação no Brasil

Sempre que falamos em preços acabamos entrando no debate de porque o fantasma da inflação vive assombrando o nosso mercado. Na verdade não é fantasma coisa nenhuma, pois a inflação é algo real aqui no Brasil. Diversas pesquisas já demonstraram quais são as causas de inflação. Algumas causas são inerentemente econômicas, outras não. É justamente o caso do Brasil, acredito. Aqui, a inflação não é simplesmente culpa do excesso de dinheiro no mercado. Então, não adianta quase nada ficar aumentando a taxa de juros, como o Governo tem feito. Aqui no Brasil, diferentemente de outros países, aumentar a taxa de juros só gera retração. O problema da inflação no Brasil é outro. Aqui a inflação ocorre por razões comportamentais e culturais.

Desde o descobrimento do Brasil que existe uma forte tendência de "comodismo" entre os brasileiros. O nosso legado cultural é ganhar mais com o mínimo de esforço possível. Mas o que isso tem a ver com a inflação? Simples. Basta entender um pouquinho de economia. Quando a demanda de um dado produto sobe, e a oferta se mantém constante, os preços também tendem a subir. E é justamente isso o que ocorre no Brasil. O empresário típico do Brasil aumenta os preços sempre que percebe um aumento na demanda. Isso porque a nossa tendência é o comodismo. Não queremos trabalhar mais, então se a demanda está aumentando, vamos aumentar os preços para manter a oferta e não precisarmos trabalhar mais. Em outros países não é assim que funciona. Ao menor sinal de aumento da demanda, os empresários investem no crescimento e aumentam também a oferta do produto. Isso ajuda a manter os preços sob controle e ainda promove o crescimento econômico. Aqui no Brasil, infelizmente, isso não ocorre. Aqui o que vale é a lei do menor esforço.

Aí os preços tendem a subir. O Governo vai e aumenta os juros. Sobra ainda menos dinheiro no mercado para empresários investirem em aumento da produção. Daí a oferta cai mais ainda. Os preços sobem ainda mais. E assim continua o ciclo vicioso. E o Governo se ilude achando que está controlando a inflação. Tirar dinheiro do crédito aos consumidores não tem muito impacto na demanda, pois no Brasil o consumo gira muito em torno de itens essenciais. Então o brasileiro continua comprando, mesmo com os preços altos. O aumento na taxa de juros só provoca mais inflação. E assim as coisas vão piorando cada vez mais.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Uma grande crise na economia do Brasil está chegando; você está preparado para perder seu emprego?

Existe um senso comum entre os economistas que um aumento contínuo da inflação geralmente vem acompanhado de desenvolvimento econômico. Quando a inflação vem acompanhada do contrário, ou seja, de uma retração da economia, o resultado é quase certo: crise econômica. 

O Brasil já vive uma espécie de crise há muitos anos. Dizem, inclusive, que já estamos acostumados com isso, e que o pior não virá. Mas não é isso o que os números indicam. A indústria está se retraindo, demissões estão ocorrendo, e o comércio, que fica na outra ponta, já começa a sentir os efeitos e mais demissões logo virão. As grandes crises sempre são acompanhadas de demissões. Por quê? Simplesmente porque quem tem dinheiro precisa proteger seu capital e as demissões servem para evitar prejuízos. Além disso, em toda crise o dinheiro fica mais escasso, então a tendência é que os juros se elevem. Com juros altos e o mercado em retração, é muito melhor para quem tem dinheiro parar de produzir e colocar seu dinheiro no banco. E os trabalhadores que se lascam. Só que com as demissões, os poucos empresários que continuam produzindo aumentam ainda mais seus preços, já que a oferta diminuiu também. E o ciclo vicioso está estabelecido. Somente mudanças radicais são capazes de tirar um país de uma crise como essa. E o Brasil em breve vai entrar em uma crise exatamente assim!

Diante disso tudo, a única certeza é que muito provavelmente eu, você e muitos outros vão perder o seu emprego. Será que nós estamos preparados para isso? Este artigo tem o objetivo de ajudar a nos preparar para isso.

Não contraia dívidas

A primeira coisa que você tem que fazer diante de uma crise é não contrair novas dívidas. Mas se você já tem alguma, não antecipe. Você pode precisar desse dinheiro durante a crise, até para o que eu vou falar a seguir.

Você tem uma profissão [de verdade]?

Em uma crise, apesar de o dinheiro ficar escasso, as pessoas em geral continuam precisando de muitos produtos e serviços. Os muito ricos, por exemplo, às vezes até mantém seu padrão de vida exatamente como antes. Então oportunidades sempre existirão. Mas em geral elas vão exigir um pouco de empreendedorismo da nossa parte. E ter uma profissão é essencial. Quando digo profissão, estou me referindo a uma profissão de verdade. Uma profissão de verdade não é algo que qualquer um consegue fazer da noite para o dia. É algo que geralmente envolve estudo, especialização e prática. Vendedor de carros, por exemplo, não é profissão. Inclusive, muitos clientes quando entram em uma loja de carros às vezes conhecem os carros melhor do que os vendedores. Vendedor de roupa, então, nem deveria existir. Outro dia perguntei para um amigo se ele tinha uma profissão, e ele respondeu: Trabalho com vendas. Fiquei calado, mas é uma grande ilusão achar que vender é uma profissão. Já uma diarista que sabe passar roupa, ou cozinhar, essa sim tem uma profissão. Penso até que uma diarista merece ganhar muito mais do que muitos vendedores (e é justamente isso o que acontece). Mas não é perseguição com os vendedores não. Existe uma infinidade de outras coisas que também não são profissão coisa alguma: auxiliar de escritório, porteiro, garagista, atendente, caixa, motorista, e muitas outras coisas que todo mundo saberia fazer.

Atualmente é muito fácil ter uma profissão. A oferta de cursos técnicos é enorme, e você também pode aprender on-line pela Internet. Muitos cursos, inclusive, são gratuitos. Antes de decidir, pare para pensar. Faça uma lista de coisas que você acha que poderia fazer, de preferência coisas que você possa começar em casa. Talvez exista algo que você inclusive já saiba fazer. Por exemplo, talvez você seja um vendedor, mas goste de consertar os computadores da família e amigos de vez em quando. Porque não aprende a dar manutenção em PCs e notebooks, por exemplo? Talvez você tenha algum hobby que possa se transformar em uma profissão. Artesanato e fotografia são exemplos disso. Ou talvez você domine alguma língua, que tal dar aulas particulares, trabalhar com tradução ou turismo? São coisas a se pensar.

Invista e se posicione

Resolvido o problema da profissão, o próximo passo é investir no seu negócio. Faça cursos, compre as ferramentas, treine, pratique. Comece a fazer pequenos bicos, mesmo sem cobrar nada se for o caso. Isso vai te ajudar a pegar alguma experiência e saber se é isso mesmo que você quer. Está dando certo? Então vá em frente e invista mais. Crie um site divulgando seus serviços. Se precisar de mais gente para o seu negócio, procure envolver pessoas da sua família. Até porque eles vão ser a sua maior preocupação durante a crise. E geralmente são pessoas em quem você pode confiar.

Mas cuidado para não se empolgar e investir demais. Dê um passo de cada vez. Tente usar o máximo o que você já tem.

Seja humilde

Muitos às vezes perdem o emprego e não estão dispostos a se "rebaixarem" e aí ficam esperando um emprego do mesmo nível enquanto as finanças pessoais vão de mal a pior. Por isso, algo importantíssimo é desenvolver humildade. Uma dona de casa, por exemplo, talvez tenha que trabalhar como diarista para ajudar o marido desempregado. Um gerente, até porque ser gerente não é profissão, talvez tenha que aceitar um emprego de vendedor ganhando muito menos. Então a humildade é essencial, especialmente se você não foi sábio o suficiente para aprender uma profissão enquanto havia tempo.

[ATUALIZAÇÃO] Vou postar aqui notícias sobre o tema que encontrar.

Produção industrial cai 9% em um ano, a maior queda desde 2003

Com a estagnação do país em 2015, 1,2 milhão de pessoas serão demitidas

Mercado financeiro passa a prever queda de 1% no PIB em 2015

Sem estacionamento, seguraça e com alto custo, lojas do DF fecham as portas

Contas do governo têm pior resultado para fevereiro em 19 anos

Reajuste dos preços de remédios poderá ser de até 7,7%, diz governo

Agência autoriza aumento de 13,8% nas contas de água da Sabesp

Prejuízo da Petrobras é o maior desde 1986 entre empresas de capital aberto

Brasil passa por 'mais grave' retração em mais de 20 anos, diz FMI

1,5 milhão entra na lista de inadimplentes em 3 meses1,5 milhão entra na lista de inadimplentes em 3 meses

Endividamento das famílias chega a 46,3%, o maior em 10 anos, mostra BC

Abismo entre ricos e pobres está no pior nível em décadas, aponta FMI

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Como montar você mesmo seu próprio PC workstation

[Atualização] Estou vendendo o workstation abaixo e mais outro que comprei na Análise Informática. Se alguém tiver interesse, seguem os links:

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-801801101-computador-pc-intel-core-i7-4790-16gb-placa-de-video-2gb-_JM

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-801801638-computador-pc-intel-core-i7-4790-8gb-placa-de-video-2gb-_JM

Existem vários tipos de computador: de uso geral, para jogos, workstations, servidores etc... Hoje vou falar um pouquinho sobre workstations, para que servem e como montar seu próprio PC workstation.

Segundo o Wikipedia, workstation (ou estação de trabalho) são os computadores posicionados entre os de uso geral e os computadores mais parrudos como servidores e mainframes. São computadores muito usados para processamento gráfico empresarial (não jogos), como aplicações 3D, CAD, vídeo e fotografia. Quem é mais antigo, deve se lembrar das famosas workstations da Silicon Graphics, muitos usadas para processamento 3D e muito faladas antigamente nas revistas Info. Eram o sonho de consumo de muitos entusiastas. Hoje, com a popularização da informática e os ganhos de escala, o poder e a confiabilidade das workstations chegou até nossas casas. É claro que não são mais PCs tão poderosos relativamente como eram antigamente, mas ainda são máquinas superiores. Atualmente se buscam soluções menos poderosas, só que mais confiáveis e eficientes do ponto de vista do consumo elétrico. Lenovo, Dell e HP vendem workstations para usuários domésticos sem o menor problema. Algumas lojas independentes aqui no Brasil também o fazem, apesar de não terem a certificação que as grandes fabricantes possuem. É o caso da Analise Informática com os seus DinoPCs. São máquinas muito apreciadas também por fotógrafos.

Quais são as características de uma workstation? Começa com o processador, geralmente um Intel Xeon ou um Intel i7 de última geração. Os processadores da AMD geram muito calor e geralmente não são usados nesse tipo de computador. A placa mãe tem que suportar o máximo de RAM que o processador consegue usar, geralmente 32GB e ter muitas possibilidades de expansão. A memória geralmente é do tipo ECC (com controle de erros), mas se for montar a sua própria máquina, usar esse tipo de memória vai ser um problema. A fonte tem que ser confiável, eficiente, gerar pouco calor e parruda o suficiente para alimentar eventuais upgrades de HD e placas de vídeo. O HD geralmente é um Western Digital da série Black. A placa de vídeo via de regra não é pensada para games e sim para processamento CAD e de fotografias. A grande maioria usa a série Quadro da NVidia ou a série FirePro da AMD. São placas de vídeo que conseguem trabalhar bem com monitores Wide Gamut (aqueles que conseguem renderizar bilhões de cores, ao invés de milhões de cores como a maioria dos monitores). Um bom monitor custo benefício para quem está procurando um desse tipo é o Dell U2413 (eu tenho e recomendo!). Finalizando, o gabinete de uma workstation também deve prezar pelo resfriamento adequado de todos os componentes e comportar muitos upgrades.

As workstations com maior custo benefício do mercado, e que são facilmente encontradas no mercado nacional, são os DinoPCs (já mencionados), a Lenovo ThinkStatin E32 e a Dell Precison T3610, custando respectivamente 3200, 4300, 4900. É possível que enquanto escrevo este artigo todas essas workstations se esgotem no mercado por conta da alta do dólar. A próxima leva deve chegar muito mais cara. De todas essas, talvez a melhor seja a Dell. Comprei a Lenovo E32 pelo preço e boa configuração, mas infelizmente tive muito azar e, depois de esperar quase 2 meses para receber a máquina, ela ainda veio com defeito. Acabei exercendo o meu direito de arrependimento e resolvi montar minha própria workstation, que motivou este artigo. Os DinoPCs parecem muito bons e me foram recomendados por pessoas confiáveis, mas não gostei das fontes que eles utilizam (deviam usar fontes mais robustas e confiáveis).

Montando sua própria workstation

Como já mencionei, as workstations mesmo são certificadas (não vou entrar em detalhes aqui sobre essa certificação), pois são escolhidos componentes 100% compatíveis entre si para assegurar a confiabilidade e estabilidade do funcionamento da máquina. Como isso não é possível com um PC montado, o que queremos é uma máquina com a configuração mais próxima possível de uma workstation e com componentes escolhidos de forma a aumentar a probabilidade de plena compatibilidade, mesmo sem poder testar tudo antes. Para alguns componentes as opções são tantas que é difícil escolher uma. Então a dica é começar pelo mais fácil. Vamos partir do pressuposto que a Intel é a escolha óbvia pela eficiência energética, e que queremos um gabinete ATX para ter amplo espaço para a ventilação e upgrades.






Processador

A escolha do processador é a mais fácil. Opte sempre pelo melhor Intel que você puder pagar e que achar a venda. No meu caso, optei pela 4ª geração do i7, no caso o 4790. Não escolhi a 5ª geração porque ela ainda está muito cara (o dobro), e também não escolhi o 4790k porque fazer overclock não é desejável nesse tipo de PC. Depois de muito pesquisar, o Intel i7 4790 mais barato que encontrei para pagamento à vista foi mesmo na Kabum (que costuma ser careira, mas nesse caso foi a melhor opção).

Fonte

A escolha da fonte também foi fácil. Como encontrei várias workstations no mercado com fontes de 430W e 500W, decidi escolher uma fonte de pelo menos 600W para não ter erro (o manual da placa mãe pede pelo menos 500W para suportar todos os upgrades possíveis). Fonte é coisa séria. Muitos PCs falham e estragam componentes por causa da má qualidade da energia interna. Então em nenhum momento pensei em economizar na fonte. A Corsair é uma das fabricantes mais fáceis de ser encontrada, e produz ótimas fontes. Fiquei entre a CS750M e a RM650. Acabei optando pela RM650, que além de mais barata do que a de CS750, ainda pertence à série Gold da Corsair que possui maior eficiência energética. Lembrando que isso significa que menos energia é convertida em calor, então a RM650 iria contribuir para um bom projeto energético do PC. Encontrei o melhor preço na Scarcom.

[ATUALIZAÇÃO] A Lenovo ThingStation E32 vem com uma fonte de míseros 270W reais, e ainda é Bronze (não Gold).

Gabinete

Agora a coisa começa a ficar mais difícil. As opções de gabinetes são muitas e é fácil você perder dias navegando entre os modelos e comparando as diferenças. A minha dica é, antes de procurar um gabinete, tenha muito clara na sua cabeça o que você espera dele. No meu caso, pensei, quero um gabinete clean (ou seja, o mais liso possível), sem muito fru-fru, com um bom projeto de refrigeração, fonte na parte inferior, e que tenha pelo menos algumas saídas USB 3.0 e eSata (pois preciso de eSata para fazer backup dos meus arquivos). Não encontrei nenhum gabinete com eSata, então acabei ficando um gabinete que pelo menos oferecia uma dockstation (sanduicheira) para HD na parte superior. O escolhido foi o Thermaltake Urban T31. Ele possui inclusive filtros de ar em todas as entradas de ar. Para completar o projeto de refrigeração, basta comprar mais duas ventoinhas de 12cm e pronto! Também comprei na Scarcom, mas é um gabinete muito parecido com os utilizados nos DinoPCs, bem diferente dos gabinetes grosseiros oferecidos pela Lenovo e Dell. Lembrando que um bom gabinete precisa ter saídas de ar quente na parte superior que não podem nunca estar obstruídas! O ar quente tem que sair por cima por razões óbvias: o ar quente é mais leve e, portanto, tende a subir.

Placa mãe

Se o gabinete já não foi fácil, imagine a placa mãe! Mas aqui vale a mesma dica: antes de procurar, tenha uma ideia muito clara do que você espera de uma placa mãe. Eu queria uma placa mãe ATX, para o Intel i7, ou seja, tinha que ser para o socket LGA1150, que suportasse 32GB de memória e que tivesse pelo menos uma PCIEX16 para a placa de vídeo. Era desejável também que o chipset da placa mãe já estivesse preparado para futuros upgrades de processador. Também queria que houvesse conexões SATA suficientes para, depois, ligar um painel eSata na parte traseira. O primeiro passo na escolha de uma placa mãe é decidir qual deve ser o chipset. O recomendado seria um chipset Z87 ou H87, que foram feitos para a 4ª geração do Intel i7 (procure saber qual é o chipset feito para a geração/arquitetura do processador que você escolher). Mas eu queria um chipset que me permitisse, quem sabe, fazer um upgrade de processador no futuro. Então acabei chegando nos Z97 e H97, que foram feitos para a 5ª geração dos Intel i, mas suportam a 4ª geração. As placas mães com chipsets da série Z geralmente são mais caras, pois foram feitas para trabalhar com processadores k, que aceitam overclock (ex.: Intel Core i7 4790k). Mas como não era o meu caso, procurei mesmo uma com o chipset H97. De cara já descartei as placas mãe da Asus, que estavam em média 50% mais caras do que as da GigaByte, que também são muito boas. Curiosamente, na Kabum, uma placa Z97 da GigaByte estava mais barata do que a equivalente H97, então acabei comprando a Z97 mesmo, e agora tenho a opção de futuramente usar com processador com overclock. O modelo escolhido foi a GibaByte GA-Z97-D3H, que parece um placa bem parruda. É interessante que essa placa, apesar de utilizar um chipset da Intel, parece que foi feita para placas de vídeo da AMD, pois suporta apenas o AMD CrossFire (e não o SLI da NVidia, que geralmente funciona melhor com a Intel). Isso me faz acreditar que essa placa mãe funcioná muito bem com a placa de vídeo AMD FirePro V4900, que eu já tinha. Apesar de este recurso não ser propriamente suportado pela placa de vídeo, acredito que essa placa mãe tenha sido testada com várias placas de vídeo da AMD.

Placa de vídeo

Como mencionei acima, eu já tinha a placa de vídeo AMD FirePro V4900. Havia comprado essa placa em uma viagem que fiz pensando apenas em usar ela para fazer um upgrade de uma máquina menos robusta que eu estava na época pensando em comprar. Na época, não sabia que o recomendado é que processadores da Intel sejam usados com placas da NVidia (e AMD com placas da AMD!). Mas como já tinha comprado resolvi usar ela mesmo assim. Se perceber alguma instabilidade, vou trocá-la pela Nvidia Quadro K620, que inclusive tem mais memória, e é uma das placas mais encontradas nas workstations do mercado. A FirePro V4900 comprei porque foi muito recomendada na época, oferece uma ótima relação benefício/custo e também suporta múltiplos monitores (mais do que a K620).

Armazenamento

É certo que vou utilizar algum disco da HGST (antiga Hitachi) ou algum da série Black da Western Digital, mais ainda estou na dúvida sobre a capacidade. O mais recomendado, no caso da WD, são os de 4TB, conhecidos por nunca falharem. Mas os de 1TB e 2TB da HGST são ainda mais confiáveis, só que mais difíceis de encontrar no Brasil. No momento em que escrevo este artigo ainda estou à procura desses HDs. Penso também em comprar um SSD de pelo menos 120GB para o boot, sistema operacional e programas, mas ainda estou pesquisando. 120GB é mais do que suficiente para a instalação do SO e programas. Atualmente uso menos de 50GB para isso, então ainda daria para colocar um dual boot com Linux no SSD também!

[ATUALIZAÇÃO] Está muito difícil encontrar HDs da HGST. Mesmo pesquisando por Hitachi, é raro encontrar uma loja que os venda. Eles eram minha preferência, mas acabei optando mesmo pela WD série Black. Há bons relatos de consumidores que conseguiram acionar a garantia mesmo sem nota fiscal, como ocorre com a Seagate (já precisei e também consegui). O problema é que os HDs da Seagate dão muito problema, pois são conhecidos por apresentarem o maior índice de falhas dentre os principais fabricantes. Sobre o SSD, optei pelo Samsung EVO 850 Pro de 128GB. É um SSD com performance de topo de linha por um preço de intermediário (um pouco mais caro que os Kingston HyperX). Infelizmente, só encontrei esses HDs no Mercado Livre, por 469 e 338 reais respectivamente. Até pensei em usar como boot um SSD M2 PCIe e aproveitar a entrada M2 que a placa mãe oferece com 10GB/s (mais rápida que SATA 3 de 6GB/s); mas pesquisei e vi que existem dificuldades de colocar esses discos M2 como disco principal de boot (alguns usuários conseguiram outros nãos); fora a dificuldade que é encontrar esses discos no mercado nacional, que geralmente só oferecem o M2 SATA (o M2 PCIe usa outra tipo de slot como o próprio nome indica). Agora a configuração está completa. Resta esperar as peças chegarem e ver o resultado.

Memória

Aqui no Brasil as memórias DDR3 mais fáceis de encontrar são as de 1600MHz da Corsair ou Kingston. Ia acabar optando pela Corsair Vengeance, mas encontrei na Kabum um kit de 16GB (2x8GB) da Patriot a um bom preço e acabei optando por elas. Tanto Corsair como Patriot são excelentes marcas. Preferi comprar logo pentes de 8GB e deixar dois slots livres para futuros upgrades. Para processamento de fotos é recomendado pelo menos 20GB, então em breve devo colocar pelo menos mais 8GB e ficar com 24GB. Como se trata da série Viper 3, elas já estão preparadas para usar o recurso de XMP que por coincidência também é suportado pela placa mãe.

[ATUALIZAÇÃO] Os módulos de 1600MHz estavam em falta, e acabei comprando as de 2133MHz.

Teclado e mouse

Bom, não são componentes nada críticos, então qualquer um serve. No meu caso, optei por um mouse com fio da Logitech e um teclado Microsoft Confort Curve comprado na Kabum.

Resumo e preços

  • SSD Samsung EVO 850 Pro = 469,00
  • HD WD 1TB Black = 338,00
  • Fonte Corsair RM650 = 540,00
  • Gabinete Thermaltake Urban T31 = 360,00 (não sei se vão enviar o modelo com janela)
  • Processador Intel Core i7 4790 = 1.099,00
  • Teclado Microsoft Confort Curve = 84,00
  • Placa mãe GigaByte GA-Z97-D3H = 369,00
  • Memória Patriot Viper 3 16GB (2x8GB) DDR3 2133MHz = 660,00
  • Placa de vídeo AMD FirePro V4900 = 490,00
  • Drive LG Gravador DVD-RW 24X SATA = 90,00
  • Total = 4.499,00
Ficou praticamente o mesmo preço da Lenovo ThinkStation E32 que eu havia comprado por 4300 reais. Só que a máquina montada tem a mais a fonte melhor e mais parruda, o SSD e 16GB de RAM ao invés de 8GB, sem falar que o HD da Lenovo era um WD Blue, mais barato que o Black que vou colocar.

Em breve vou postar aqui mais informações. Aguardem.

[ATUALIZAÇÃO] A máquina já está montada e em pleno funcionamento. Algumas coisas me decepcionaram. A fonte não veio com cabo de força. Depois descobri que isso é normal por causa do novo padrão de plugs e tomadas. Outra decepção foi o gabinete da Thermaltake que, apesar de bem projetado, tinhas as furações e encaixes muito mal feitos. O encaixe da placa mãe não é exato e tive que forçar bastante para encaixá-la. Os furos dos ventiladores são muito apertados e foi bem difícil de instalá-los (sugiro usar cola quente ao invés de parafusos). E a placa mãe bem que podia vir com pelo menos uns 4 cabos SATA ao invés de apenas 2 (seria mais coerente com as 6 conexões SATA que ela oferece). O drive LG é um lixo. Muito barulhento e o encaixe de disco não é preciso. A máquina está funcionando com o Windows 7 Professional e até agora não apresentou nenhum travamento. A surpresa positiva ficou por conta do HD WD 1TB Black. Bem silencioso mesmo com uso intenso.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

[Dúvida de uma leitora] Trabalhando com segurança da informação: Por onde começar?

Uma leitora me enviou o seguinte e-mail. Achei interessante e resolvi publicar.

Oi Samuel, tudo bem?

Obtive seu endereço de email através do seu blog. 
Estava procurando algum curso introdutório sobre segurança da informação, security officer, ethical hacker... e seu blog apareceu em algum momento!

Não sei se esta é sua especialização, mas decidi enviar esta mensagem mesmo assim, já que me pareceu ter experiência vasta na área de TI. 

Pretendo mudar de carreira e segurança da informação me atraiu. 
Você conheceria algum profissional que poderia me falar um pouco sobre as empresas e tendências desta área atualmente? Ou indicar as instituições educacionais mais respeitadas no mercado de trabalho que eu poderia começar os estudos. Tem tanta coisa no Google e nem sempre o que está lá tem qualidade ou referências importantes...

Sou de São Paulo, formada em Física, trabalhando há 9 anos com mercado financeiro.

Muito obrigada pela atenção!

E aqui vai minha resposta.

Fico feliz com seu contato. Não tenho tanta experiência assim com TI, são apenas 15 anos. Mas trabalhei 3 anos com segurança da informação e fiz alguns cursos na área. Atualmente, cansei um pouco dessa área porque os meus gestores não davam muita importância a isso e hoje trabalho em um data center na parte de monitoramento. Mas meus antigos colegas continuam lá dando murro em ponta de faca.

Pelo que percebi, você está interessada mais na parte de gestão da segurança da informação, é isso mesmo ou entendi errado? Bom, nesse caso, sugiro começar com um curso das ISOs que falam sobre o assunto (27001, 27002 e 27005). A Escola Superior de Redes, por exemplo, tem cursos assim. A Módulo Security também oferece cursos na área, mas ela encara esses temas sob uma ótica mais abragente de gerenciamento de riscos. Diversos cursos de pós graduação também abordam esse tema dentro de gestão de TI. Sugiro também dar uma olhadinha nos treinamentos, palestras e livros da advogada Patrícia Peck. Outro especialista que merece atenção é o Bruce Schneier, que é um criptologista famoso, mas que hoje é considerado o guru da segurança da informação inclusive do ponto de vista humano (sugiro acompanhar o blog dele). Entender bastante de processos também é vital nessa área. Nesse sentido, recomendo os cursos da Expertise. Por fim, você precisa aprender sobre CobiT, que tem tudo a ver com segurança da informação. As certificações mais importantes nessa área, em minha opinião, é a CobiT, CISM e a CISSP. A CobiT é a mais fácil de tirar (sugiro começar por ela). A CISM é intermediária. A CISSP é a mais difícil, pois você terá que dominar aspectos de gestão e técnicos (pretendo tirar ela um dia). Essas certificações vão te ajudar a se colocar no mercado nessa área.

A tendência nessa área é se preocupar muito mais com o lado comportamental das pessoas do que com a tecnologia propriamente dita. Os especialistas estão chegando à conclusão que não adianta implementar um monte de processos e tecnologias se as pessoas não estão convencidas da importância da segurança da informação. Também está muito em voga a discussão da Lei de Acesso à Informação e o Marco Civil da Internet (sugiro pesquisar sobre isso).

Bom, espero ter ajudado!