segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Minha "teoria" sobre intolerância à lactose

Profissionais de especialidades diferentes têm visões diferentes sobre a intolerância à lactose. E pessoas que enfrentam esse problema não querem conviver com ele. Querem, isso sim, revertê-lo.

Quando os sintomas começaram a me incomodar, procurei um médico gastro. Do ponto de vista dele, minha intolerância se resumia a meu corpo não produzir mais a enzima lactase. Simples assim. Para ele, eu tinha que me abster totalmente de alimentos com lactose, por pelo menos 3 meses, para que meu corpo se curasse de uma inflamação causada pelo aumento de bactérias que se alimentava da lactose não digerida. Em nenhum momento ele levantou a possibilidade de analisar as causas disso tudo e do porque de eu ter desenvolvido os sintomas em menos de um ano. Isso me incomodou, já que a maioria das pessoas que conheço não tem intolerância a lactose ou, se tem, não apresenta os sintomas. Intolerância à lactose, na minha opinião, não é algo normal como dizem os médicos.

Os nutricionistas, por sua vez, tampouco estão preocupados em entender as causas. Já foram logo se encarregando de me passar uma dieta substituindo os alimentos com lactose por outros. Simples assim. Analisar as causas nem pensar.

Outros especialistas analisaram aspectos diferentes, mas nunca demonstraram a menor preocupação com a causa. O discurso era sempre o mesmo: o ser humano não foi feito para consumir leite animal. Me recuso a acreditar nisso, pois o leite animal sempre fez parte da alimentação da humanidade.

Eu trabalho com tecnologia. Fui programador por muitos anos. Por isso, sempre procurei tentar ver a lógica por trás das coisas. Para mim, que se alimentou com produtos à base de leite a vida toda, não fazia sentido ter uma intolerância à lactose que se desenvolveu em menos de um ano para um ponto em que era impossível comer algo com lactose sem ter uma diarreia. Eu procurava sempre a lógica por trás disso. E acho que encontrei.

Curiosamente, desenvolvi a intolerância justamente após me casar. Nessa época, por conta das mudanças na rotina e também por começar a viver com outra pessoa, mudei diversos hábitos, especialmente os alimentares. Daí comecei a imaginar que minha intolerância tinha a ver com essas mudanças. Comecei a observar um padrão similar em outros amigos recém casados e, claro, comecei a fazer perguntas sobre os hábitos alimentares deles. 

Depois de analisar tudo, levanto as seguintes hipóteses de causas da intolerância à lactose (podendo ser uma ou a combinação de várias):
  • Trocar a água mineral (garrafões) por água filtrada (especialmente se o filtro for pequeno, geralmente de torneira). Sou leigo, mas imagino que o cloro da água que vem da torneira esteja prejudicando a flora intestinal. Inclusive, quando viajo, praticamente só bebo água mineral, e curiosamente os sintomas da intolerância são suspensos (ocorre o mesmo com outros amigos).
  • Comer queijo do tipo brie regularmente. O queijo do tipo brie, especialmente daqueles que vendem aqui no Brasil, é "pulverizado" com uma camada de fungos (aquela parte branca). Minha suspeita é que esses fungos são antibióticos e destroem a flora intestinal, colonizando ela com fungos, daí as bactérias nunca voltam. Curiosamente, os fungos utilizados no queijo do tipo brie são os mesmos utilizados na fabricação de penicilina.
  • Beber vinho regularmente. Esse foi mais um padrão observado em todos os casos. Tanto eu como meus outros amigos com o mesmo problema aumentaram muito o consumo de vinho logo antes de apresentar os sintomas. Sabe-se que a grande maioria dos vinhos contém conservantes. Minha suspeita é que esses conservantes também são responsáveis por destruir a flora intestinal.

Conclusão

Longe de querer encontrar a cura para a intolerância à lactose, minha intenção aqui é apenas levantar hipóteses de causas. Acredito que uma boa digestão depende muito da nossa flora intestinal. Sem ela, realmente não vamos conseguir digerir tudo. Além disso, é a flora intestinal que mantém a população de fungos e outras coisas sob controle. Sem ela, os fungos se proliferam, liberando toxinas e causando a inflamação das paredes do intestino que, por sua vez, para de produzir as enzimas na quantidade necessária para uma boa digestão.

Com essas hipóteses em mente, minha meta agora é cuidar bastante da minha flora intestinal. Minha dieta agora vai incluir mais alimentos pró-bióticos e menos vinho e menos outros alimentos antibióticos.

E você? Tem alguma teoria?

2 comentários:

re disse...

Samuel,
Interessantes as suas colocações... também não me "dou muito bem" com a lactose. Mas não parei totalmente com os lacticínios. Evito especialmente o leite mas o restante como com moderação. Nenhuma das suas três hipóteses se aplicam ao meu caso!
Eu fiz a mesma pergunta ao médico: por apareceu só agora? A resposta que meu foi: você sempre teve problemas com a a lactose mas capa organismo consegue lidar com uma quantidade dela... o seu atingiu o limite! Quando o corpo não aguentou mais ele reagiu.... Poisé....
Não sei não... os animais realmente param com o leite após vida adulta, mas se você der, eles bebem... ahahahha
Segui minha vida aprendendo quais são meus limites...

re disse...
Este comentário foi removido pelo autor.