domingo, 11 de dezembro de 2011

Vinho: Las Perdices - Bonarda 2008 - Luján de Cuyo - Mendoza


A garrafa traz indicativos de ser um vinho de guarda, com embalagem em chumbo, rolha de cortiça e fundo bastante côncavo. O rótulo indica uma série limitada a 10 mil garrafas. A retirada da rolha revela aromas de um vinho intenso e complexo. A análise visual confirma isso, mostrando uma coloração bastante escura e líquido encorpado, exibindo a sua cor até nas lágrimas. A rápida passagem pelo barril de carvalho (imagino que no máximo 6 meses) suficiente apenas para amaciar um pouco os taninos, propicia um vinho bastante frutado para um tinto, com pouca madeira. Depois da uva, destacam-se as notas de amora, pimenta preta e chocolate (lembrando um pouquinho café e caramelo menos ainda). As notas de couro, muito comuns em vinhos tintos argentinos e brasileiros com nenhuma ou rápida passagem pelo carvalho, só se mostraram timidamente. A bonarda argentina me lembrou muito uma mistura de merlot e malbec, porém com taninos mais acentuados. No início se mostrou de baixa acidez, mas já a partir da terceira taça essa se revelou melhor, aparecendo um vinho muito agradável e sutilmente refrescante. Seus taninos são fortes, harmonizando bem com pratos mais gordurosos, como carne. Por ter se mostrado um vinho bem intenso, acredito que suporte uma guarda de uns 5 anos se bem armazenado. Retrogosto prolongado. Conclusão: Recomendo! Site oficial.

1 comentários:

Samuel Diniz Casimiro disse...

Corrigindo... segundo o fabricante, este vinho fica 1 ano em barris de carvalho (crianza). Falei 6 meses porque realmente não me parece que fica 1 ano, pois ele tem pouquíssima madeira. Deve ser uma característica da bonarda não pegar tanto o gosto da madeira.