Ao contrário do que algumas pessoas ingênuas acreditam, o criminoso sempre está em vantagem. Mesmo em menor número, eles superam em muito a grande maioria de pessoas honestas. Um criminoso sozinho mas com uma arma na mão é capaz de prejudicar um sem número de pessoas. E isso vale também para os criminosos no poder. A arma deles é a posição de autoridade que eles ocupam.
Digo isso porque estamos acompanhando nos noticiários uma verdadeira crise no judiciário. E não se engane, esses problemas afetam a todos nós. Uma meia dúzia de desembargadores criminosos já é suficiente para acabar de vez com o judiciário. Imagine então se houverem 35 deles! É isso que o CNJ está indo a público dizer. Sem o CNJ, nada vai ser feito. O corporativismo impede que as corregedorias regionais sejam efetivas. Até porque alguns presidentes de tribunais podem estar envolvidos nos crimes investigados.
Ocorre que por causa de uma interpretação equivocada da lei, que perpetua o corporativismo, o STF está prestes a cortar as mãos do CNJ. A Min. Eliana Calmon, corregedora do CNJ, vai a público justamente para alertar a sociedade sobre isso. Se esses aparentemente poucos magistrados criminosos não forem combatidos, o judiciário vai sim se render à corrupção. Aí, adeus justiça no Brasil.

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